13/01/2010

ENQUANTO ARRUMAMOS A NOVA TELA

Beto,

Sem justificativa, também vi o AVATAR, antes da hora. Fui com minha filha de 12 anos ver: Lula, O Filho do Brasil", lotação esgota, plan B: Avatar.

O que sempre achei interessante nos filmes do James Cameron, é que mesmo sem áudio ou diálogo, qualquer criança de 10 anos, entende seus filmes. Ele é essencialmente didático, narrativa simples. Minha filha não conseguiu ler todas as legendas, mas entendeu que os "Na'vis", venceu a guerra... acho que a grande massa que já viu o filme, também entendeu assim!

O avesso de tudo isso é algo mais ou manos assim: imagine um publicitário, que depois de muito tempo no exercício da profissão, marketeiro, que de tanto tentar, te vende determinado produto. Agora ele irá fazer uma campanha onde a empresa terá que convencer os seus clientes para não comprar ou utilize seus serviços, além do mínimo necessário. Aliás ese é o nosso grande desafio...

Voltando ao Avatar. Entre amanhã ou depois, verei o "Lula...", enquanto aguardo na fila de quase três meses para rever o Avatar, agora no IMAX, cópia dublada. Se até lá a polêmica perdurar, o filme já terá superado nas bilheterias o TITANIC e J.Cameron poderá por em prática seu outro projeto. "Fazer um filme em 3D sem que o público precise usar óculos ou outro artifício para assisti-lo", me confidencia um amigo.

Abs,

Diogo


O filme só existe na tela ... quando bem projetado!


--- Em ter, 12/1/10, Roberto Ponciano escreveu:


Beto, também vi Avatar, a minha "desculpa" (risos), foi levar minhas filhas de 10 e 13 anos.

Por conta dela também vi o chatíssimo Lua Nova.

Mas, na boa, achei Avatar surpreendentemente anti-imperialista, é verdade, para um filme americano ele é bem anti-ianque, mas não acho ele capaz de sugerir uma nova ética.

È bonzinho, nada mais que isto.

E minhas filhas com certeza não conseguiram captar nada da mensagem política do filme, só quem tem uma formação (para quem não foi feito o filme) é que consegue racionalizar tantas coisas.

Mas é verdade, é surpreendentemente progressista o filme.

Forte abraço
Visite meu blogg: www.robertoponciano .multiply. com.br


Abraços,
Roberto Ponciano

Filme 'Avatar' é acusado de ser propaganda política da esquerda

Por Davi Vermelho 10/01/2010 às 16:31

De bem com as bilheterias e com boa parte das críticas de cinema, James Cameron só tem um pequeno "senão" a lidar depois da estreia de Avatar, seu mais novo filme. Seu pequeno problema agora é com os críticos politicamente mais conservadores dos Estados Unidos que, a partir de diversos jornais, tais como o Los Angeles Times e o The New York Times, estão condenando a produção de Cameron por sua "propaganda política de esquerda".

Na trama, o ex-fuzileiro naval Jake Sully entra para uma missão de espionagem do povo que vive no planeta Pandora, os Na'vi. A relação humanidade (dos Na'vi) versus a ambição capitalista (dos humanos) começa a se construir a partir dessa relação entre Sully e o povo que, a princípio, seria
"estrangeiro" .

De acordo com o Los Angeles Times, em uma reportagem publicada nessa segunda-feira (4), partidários da direita nos Estados Unidos estão unindo vozes para dizer que Avatar é uma propaganda da "América de Obama". E que existe uma quase não velada mensagem contra o "imperialismo americano" no filme.

Escrevendo para a publicação New York Press, o crítico de cinema Armond White alegou Avatar "deturpa os fatos do militarismo, do capitalismo e do imperialismo" e descreve o filme como "guiado por uma culpa do desejo de matar que surgiu depois do 11 de Setembro". No blog do jornalista americano John Nolte, o Big Hollywood, há "um desejo de morte para os esquerdistas"
e que a produção de Cameron seria "uma fantasia simplista, de vinganças revisionistas" .

O jornal inglês The Daily Mail, poucos dias depois da estreia do filme, em dezembro de 2009, publicou um artigo com o título "Avatar: o mais caro filme antiamericano já feito".

Na opinião do jornal The New York Times, o filme é uma "22ª versão dos colonialistas americanos versus os colonialistas ingleses, India versus os Rajás, ou a América Latina versus a United Fruit." Ou seja, algo entre brigas de ideologias políticas e luta de classes.

A notícia veio daqui:

http://cinema. terra.com. br/interna/ 0,,OI4188195- EI1176,00- Avatar+e+ acusado+de+ ser+propaganda+ politica+ da+esquerda. html

Oi,
Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
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Fonte: Jornal O Globo - 10/01/10

O avesso de ´Avatar´

Diálogo inusitado na saída de uma sessão de cinema em Botafogo: o
maior sucesso de bilheteria dos últimos anos é um épico banal ou um
novo marco ético?


Arnaldo Bloch

Ao final da sessão de 17h30m de “Avatar”, versão dublada, na última
sexta-feira, sala 4 do Arteplex Botafogo (à qual este repórter a
serviço da Página Logo esteve presente após gramar quase uma semana
inteira para conseguir ingresso), o público aplaudiu entusiasticamente, invadindo os créditos com um tipo de euforia que, nos dias de hoje, em se tratando de cinema, só acontece, se for o caso, em préestreias, noites de convidados, festivais ou cabines de imprensa.

— Ora, isso só aconteceu porque a projeção era em 3-D! — explicou, na
saída, um rapaz, à sua namorada, que estranhara tamanho oba-oba numa
sessão ordinária, para um público comum.

Absolutamente mesmerizado pelo filme apesar de ter ido preparado para
detestá-lo, o repórter-Logo, sempre pronto para provocar uma confusão,
interpelou o casal: — Não é nada disso. Os aplausos são para o
conteúdo, que a forma e a projeção só valorizam.

— Que conteúdo? — reagiu o rapaz. — Trata-se de um filme raso,superficial, como tudo o que se faz hoje na América.

— Você pode até querer que seja isso, eu mesmo queria que fosse isso,
mas sinto informar que não é. O público, mesmo sem saber, aplaudiu a
convergência entre uma bela aventura épica e o advento, em nossas vidas, de uma nova ética.

— Naturalmente você fumou um baseado.

— Não fumei não, e nem precisava: nesse sentido, o 3-D, sim, deu uma
onda semelhante.

Mas a mensagem do filme é cristalina: na Terra condenada que se
anuncia para um futuro próximo, com a natureza devastada e as
ideologias mortas, o anarcocapitalismo a imperar e as pessoas vivendo
exclusivamente no ambiente digital, é justamente nesse ambiente, em
radical paradoxo, que se projetará a salvação. O messias, claro, como
já sugeria “Matrix” (mas de um modo um tanto obscurantista) terá a
identidade de um avatar.

A esta altura, a namorada, que não tem qualquer interesse em entrar na
conversa, anuncia que vai fazer um “pips”.

Casualmente, eu e meu antagonista, que guarda uma expressão de espanto
jocoso ante meu arroubo, caminhamos na direção do café.

— Cara, você enlouqueceu, e digo mais: está completamente colonizado.

— Colonizado? A direita americana está furiosa com o filme! O que,
aliás, é uma bobagem: “Avatar” não critica o imperialismo ianque. Seu
foco está numa aliança difusa entre capital e o poder bélico, aliança
essa que data de milênios.

Assim como a corporação e os soldados mercenários que tentam, à força,
expropriar os aborígines do planeta Pandora de riquezas minerais que
os próprios índios desconhecem, os povos, no decorrer de toda nossa
História, trataram de usurpar, à força, as terras e as riquezas de
outros povos.

Assim os espanhóis dizimaram dezenas de milhões de índios.

Assim conhecimentos preciosos de povos antigos se consumiram em
chamas. Assim
a relação do homem com seu habitat foi perdendo sua
conexão original e sendo substituída por uma razão utilitária que,
hoje, se revela falível. Não à toa, a tal da nova ética começa,
pragmaticamente, a se impor, muito embora a práxis esteja para lá de
atrasada.

— Quer dizer que você viu tudo isso em “Avatar” e acha que os pais e
as criancinhas presentes, que aplaudiram no final, viram também.

— Viram. Não com essas palavras. Não com essa racionalização. Mas sentiram.

Conectaram-se com a árvore das almas dos aborígines, conectaram-se com
sua ancestralidade, não num sentido sobrenatural, mas cognitivo,
arquetípico, de um sentimento que está à flor da pele dos nossos dias:
estamos nos afastando de nós mesmos, perdidos em pequenos monitores
manuais e tentando projetar, na virtualidade, algo de nós que ainda
faça sentido: nosso avatar tem duas caras, uma que aponta para nossa
perdição, nossa rendição ao caos; outra que aponta para nossa salvação, que acontecerá no dia em que os elementos que outrora se consideraram ocultos e mesmo as “divindades” da floresta revelarem-se parte de um design inteligente: a natureza tem as suas sinapses, a sua lógica dentro do caos, e a convergência desse “pensamento” da natureza com a tecnologia irá projetar a saída que estamos procurando para a prisão que construímos para nós mesmos.

— Rapaz, estou espantado.

Acho que você deveria fazer um filme sobre isso.

— Ride, paglacci! — Mas me diga aí: como é que eu não vi nada isso?
Como é que eu não senti nada disso? Como é que eu não aplaudi, se sou
instruído, lido, educado, intelectualizado? — Já te disse: você veio
aqui imbuído de uma verdade prévia, a de que era mais uma merda
americana superficial.

Em geral, é mesmo. Cinema hoje é quese sempre isso, inclusive o europeu, o asiático, o brasileiro: uma merda atrás da outra. Arte, conteúdo e simplicidade, em cinema, num filme só, é exceção. “Avatar” é uma delas.

— Então tá. Quem sou eu para discutir? Vai ver sou seu avatar do mal.

— Acredite: esse filme é do bem. Você já foi à Amazônia? Já esteve no
meio de índios? Já tomou o chá dos índios? — Eureka! Sabia que tinha
bagulho no meio! — Confesso que sou ligado numa mentalidade indígena.

Não interessa se as suas divindades existem ou não: eles creem na natureza, como, aliás, também as culturas africanas, e essa reverência é salutar, e o conhecimento que eles tentam preservar tem um valor que só agora começa a ser reconhecido. Não são só os índios, mas qualquer grupamento cujos valores são destruídos. Se lembra da tal da lenda esquecida de que quando o mar recua ele depois volta com violência? Se ela tivesse se disseminado nas escolas do sudeste asiático, muita gente em vez de ficar imóvel, pasma, quando o mar recuou, teria se salvado, e não apenas aquelas da tal aldeia isolada onde este conhecimento permanecia. A tal da corrente sináptica da árvore das almas dos aborígines do filme é exatamente isso: a informação
compartilhada entre as culturas, e não sua destruição em troca de dinheiro e poder, produz uma cadeia de conhecimento que leva a uma evolução em progressão geométrica. Essa evolução vem sendo refreada pelas contradições da natureza humana. Curiosamente, a palavra da moda, na internet, é compartilhar! Tou te dizendo, rapaz, a salvação virá daí, quando as sociedades tribais que se multipolarizam na rede se organizarem, como na revolta que acontece no planeta Pandora. A revolução final nascerá da canalização da informação e do conhecimento perdidos para a harmonia ecossocial.

— Tá bom, tá bom, me convenceu.

— Que isso, eu não estou aqui para explicar, mas para confundir! Neste
momento, a namorada voltou de seu “pips”. Sem nos despedirmos, eu e meu relutante avatar nos afastamos.

E-mail: logomovel@oglobo.com.br

12/12/2009



Convidamos para o nosso último encontro desse ano.

Dando continuidade aos estudos da história do cinema, exibiremos mais alguns filmes do período de 1906 a 1915, buscando uma dialética entre as obras iniciais de Chaplin e Griffith.

Como de costume após a sessão, haverá um debate sobre os filmes e o período histórico.


Conto com a presença de todos.

abraços

Bruno Mello Castanho

09/12/2009

OFICINA DE HISTÓRIA DO CINEMA APRESENTA "LUZES NA CIDADE"

QUARTA-FEIRA, 09/12
O PONTO DE CULTURA AUDIOVISUALISTAS

E O CINECLUBE BAIXA AUGUSTA

apresentam

OFICINA DE HISTORIA DO CINEMA

GRATUITA

Nossa proposta é que possamos desvendar o cinema a partir de 10 grandes diretores. Também tivemos o cuidado de escolher diretores de diversos países, entre eles Rússia, Japão, Espanha, etc.

Você pode se inscrever pela internete através do email cineclubistas@yahoo.com.br ou pelo telefone 11 3214-3906. Os módulos serão estanques, ou melhor, ele acaba a cada diretor apresentado. Portanto não será seqüencial.

O programa será o seguinte:

18h30m – inscrições e confirmações de inscrições

19h – apresentação e exibição do filme.

21h – comentário, debates e café

22h30m – encerramento

Aberto a todos que quiserem aprofundar seus conhecimentos no cinema mundial. Toda quarta-feira de novembro e dezembro, sempre com convidados especiais para os comentários iniciais.

Coordenação: Eduardo Paes Aguiar

No 5º. Módulo apresentaremos o filme Luzes da Cidade.

Local: Centro Cineclubista de São Paulo

Rua Augusta, 1239 conj. 13 e 14

Consolação – São Paulo

Tel.: 11 3214-3906

E-mail: cineclubistas@yahoo.com.br

Luzes da Cidade

•título original:City Lights
•gênero:Comédia
•duração:01 hs 27 min
•ano de lançamento:1931
•estúdio:Charles Chaplin Productions
•direção: Charles Chaplin
•roteiro:Charles Chaplin
•produção:Charles Chaplin
•música:Charles Chaplin e José Padilla
•fotografia:Mark Marklatt, Gordon Pollock e Roland Totheroh
•direção de arte:Charles D. Hall
•edição:Charles Chaplin
Sinopse: A paixão de um vagabundo por uma pobre florista cega, que acredita que ele é um milionário, o motiva a tentar conseguir o dinheiro necessário da cirurgia para restaurar sua visão.


18/11/2009

OFICINA GRATUITA DE HISTÓRIA DO CINEMA

OFICINA GRATUITA DE HITÓRIA DO CINEMA
Ponto de Cultura Audiovisualistas e Cineclube Baixa Augusta
Nosso segundo modulo acontecerá nesta quarta-feira dia 18 de novembro de 2009 com o filme “Ladrões de Bicicletas” de Vittorio de Sicca. A inscrição pode ser feita no dia. Lembrando sempre que você pode se inscrever por módulo, não necessitando estar presente no anterior ou no posterior.
Aguardamos você aqui.
18h30m – inscrições
19h – exibição do filme

Ao fim da exibição debate com convidado especial
Encerramento às 22h30m.

Local: CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
Rua Augusta 1239 conj. 13 e 14 – Consolação
Telefone: 11 3214-3906 São Paulo – SP
Sinopse:
Ladrões de Bicicletas
titulo original: (Ladri di Biciclette)
lançamento: 1948 (Itália)
direção: Vittorio De Sica
atores: Lamberto Maggiorani , Enzo Staiola , Lianella Carell , Gino Saltamerenda , Vittorio Antonucci
duração: 90 min
gênero: Drama

Em Roma um trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), é razoavelmente feliz e trabalha para sustentar a família. Precisando ter uma bicicleta para pegar um emprego, com sacrifício ele consegue recuperar a sua bicicleta, que estava empenhada. Entretanto ela é roubada, para seu desespero. Juntamente com seu filho Bruno (Enzo Staiola), Antonio a procura pela cidade. Como não consegue encontrá-la, ele resolve cometer o mesmo crime.
elenco:
Lamberto Maggiorani (Antonio Ricci)
Enzo Staiola (Bruno)
Lianella Carell (Maria)
Gino Saltamerenda (Baiocco)
Vittorio Antonucci (Ladrão)
Michele Sakara (Secretária de Organização de Caridade)
Fausto Guerzoni (Ator amador)
Sergio Leone (Seminarista)
Giulio Chiari
Elena Altieri
Carlo Jachino

PROXIMOS FILMES DA OFICINA (SEMPRE ÀS QUARTAS-FEIRAS)

Luzes da cidade de: Charles Chaplin
Caminhos de Santiago de: Luis Bunuel
Metropolis de: Fritz Lang
Encouraçado Potenquim de: Sergei Eisenstein
Cidadão Kane de: Orson Wells
Ran de: Akira Kurosawa
Terra em Transe de: Glauber Rocha

CINE AFRO SEMBENE, NESTE SÁBADO, 21/11


CINE AFRO SEMBENE APRESENTA:

SESSÃO CINECLUBE NESTE SÁBADO, 21/11 ÁS 19H30


“XALA”

de Ousmane Sembene (Senegal)

NO CECISP-CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
RUA AUGUSTA, 1239, CONJUNTO 13 E 14
CONSOLAÇÃO
SÃO PAULO-SP


Ousmane Sembene foi o primeiro realizador de um país africano a alcançar reconhecimento internacional.
Em 1975, Sembene realizou Xala, filme que denuncia a opressão das raparigas jovens pela classe masculina colonialista, ao retratar um casamento de uma adolescente com um homem mais velho.
Título Xala / Senegal (125 minutos, cor, 1975)Realização Ousmane Sembene Com Tierno Seye Donta Seck Younouss Seye Senn Samb Fatim Diange Myriam Niang Markhouredia Seck Babou Faye

OFICINA CORPO MUSICAL, DIA 28/11




SESSÃO ESPECIAL: HOMENAGEM A ANSELMO DUARTE